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Estimulação Mental: os cães que pensam

Atualizado: 29 de set. de 2022

O que é isso de estimulação mental e para que é que preciso pôr o meu cão a pensar?


Os nossos cães adoram um bom passeio, as corridas com os seus amigos... Mas passam muito tempo na rua com o nariz no chão, as vezes inclusive parados no mesmo local a explorar cada centímetro do jardim, todos os ângulos do poste e etc.


Porque estarão a fazer isso? De que servem os cheiros que estão no chão, na relva, nos postes?


Estes são os momentos em que os nossos cães ocupam o seu cérebro, que processa as informações que recolhem através do olfato. Esta é a vertente de estímulo mental que um passeio proporciona aos nossos cães e que se alia ao exercício físico, tornando o passeio nos momentos mais esperados e agradáveis do dia dos nossos cães.


O que acontece com os nossos cães nos dias de chuva? Os passeios são mais curtos, desagradáveis, os tutores sem conforto para deixar os seus amigos de quatro patas explorar e exercitar a sua mente, devido ao frio e chuva. Resultado disso é que mais facilmente os cães se aborrecem em casa, tornam-se mais “chatinhos”, “pedinchões”, mostram-se mais irrequietos e exigem mais atenção. E mesmo que se atirem bolas em casa, passados uns minutos lá está ele com as “pilhas” carregadas de energia a pedinchar.


Neste artigo tem opções fáceis e práticas para ajudar ao seu amigo de quatro patas a compensar a falta que sente dos dias soalheiros com exercícios de estimulação mental, deixando-o satisfeito e relaxado.


Desde logo, utilizem o melhor recurso e o mais necessário para trabalhar a mente do seu cão: a comida e os exercícios de descoberta da mesma.


Pensando no seu habitat natural, ainda hoje as matilhas de animais de rua são cães que passam a maior parte do seu tempo a dormir refastelados ao sol, ou enroscados em locais protegidos do frio e chuva. A sua actividade resume-se a algumas horas por dia, porém é uma actividade intensa. Cães que são vistos a correr várias freguesias para apanhar os restos de comida dos restaurantes quando estes fecham, outros há, que farejam intensamente centenas de metros do território onde estão estabelecidos a procura de alimento, que as pessoas colocam lá, ou fazem gestão de horário e vigia da hora de recolha do lixo, pois uma vez recolhido não existe mais sacos para rasgar com o seu alimento.

Todas estas actividades implicam a utilização de capacidades de aprendizagem da espécie canina.


O que fazem os cães domésticos para trabalhar estas suas capacidades cognitivas – aquilo que chamamos de estimulação mental (capacidade do cão em resolver problemas)?

Se pensarmos no recurso mais importante no que respeita a sua sobrevivência, e que, portanto, mais motiva os nossos melhores amigos se usado correctamente – a comida, na nossa cabeça surge esta imagem de um cão em ambiente doméstico a alimentar-se:



Claro…a taça cheia de comida, um cão sem motivação para come-la uma vez que todos os dias aí está ela cheia de novo sem qualquer interesse apenas pedacinhos crocantes de ração.


Os tutores preocupados, pois com o passar da idade o cão perde cada vez mais o interesse pela ração, indo petiscar de vez em quando, já por mais que uma vez a ração foi trocada e com o passar do tempo acontece o mesmo – falta de interesse.


Se compararmos esta imagem com o que descrevemos nos cães a viverem fora do ambiente doméstico existe uma diferença notória: o interesse é despertado pela descoberta, pelo trabalho e motivação em obter, conseguir descobrir, servindo a alimentação como prémio e todo o trabalho desenvolvido pelo cão para obtê-lo, como exercício físico e mental necessário para o seu bem estar.


Este é o “trabalho” diário que falta aos nossos cães domésticos para que desenvolvam as suas capacidades cognitivas, que os mantem mais relaxados e tranquilos.

Em primeiro lugar devemos colocar de lado a taça cheia de comida dos nossos cães.

Os exercícios devem ser introduzidos de forma gradual, nunca esquecendo que cada cão é um indivíduo e que alguns exercícios resultam melhor com alguns outros com outros, adaptem-nos ao amigo de quatro patas que têm lá em casa.


Façam os grãos de ração rolar pelo chão, despertando o instinto de caçador dos vossos patudos e a capacidade de perseguição da presa.

Numa primeira fase misture a ração num saquinho com pedacinho de um petisco preferido dos vossos cães: pedacinhos de frango cozido, fígado, moelas…e guarde no frigorífico. Nas horas de refeição retire a quantidade adequada e espalhe um pouco pelo chão da cozinha, se o vosso cão comer com entusiasmo continuem a espalhar até que vejam o entusiasmo a diminuir esta é a altura de parar.

Utilizem a ração dos vossos cães para recompensarem os comportamentos que pedem diariamente aos vossos cães: sentar, deitar, largar um objecto que abocanhou e que não deve servir-lhe de brinquedo.

Esconder ração em vários cantos do compartimento onde o cão fica quando está sozinho em casa.

Coloquem a ração dos vossos cães em brinquedos dispensadores de ração, e caso eles não ingiram materiais estranhos como plástico ou papel, utilizem as caixinhas ou garrafas para colocar ração e deixar que o vosso cão descubra a forma como retira-la da embalagem. Lembrem-se de que os cães domésticos não estão por norma habituados a resolver problemas, por isso, de forma a oferecer-lhe maior motivação, o grau de dificuldade inicial deve ser muito baixo para que a motivação permaneça sempre alta, aumentando apenas quando o cão já se mostrar um autêntico “profissional”.


Ofereçam aos vossos cães ossos adequados para roer. Pois roer é actividade natural e relaxa os nossos amigos de quatro patas.

Por fim, poderá levar para o passeio pedacinhos de petiscos e espalhar na relva deixando o seu cão a exercitar o seu olfacto e a descobrir o seu prémio no meio das ervas.


Certos estamos de que estes são apenas alguns dos exemplos de variado mundo de exercícios de estimulação mental possíveis.

Utilizem-nos no dia a dia do vosso cão e aumentem a sua quantidade nos dias chuvosos e quando os passeios são mais curtos. Terão perto de vocês animais mais satisfeitos e relaxados o que fará de vocês tutores mais felizes.


E se surgirem dúvidas cá estamos para vos apoiar nesta caminhada. Contatem-nos via email, telefone, através das nossas redes sociais. Será um gosto ajudar.

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